Mais uma do David

Os perigos da tecnologia

por David Coimbra


Toda essa tecnologia. E certas coisas ainda acontecem. Quer ver? Celular. Ainda outro dia eu e meu amigo Degô estávamos diante de copos de chope dourados como a Aline Moraes e fui acomodar o celular no bolso da minha elegante camisa verde-sargento e o Degô:

– Cuidado! O celular assim perto do peito pode alterar o ritmo do coração! Pode dar enfarte!

Assustei-me. Bem que andava sentindo umas palpitações estranhas. Resolvi colocar no bolso das calças, mas lembrei que alguns juram que as ondas do celular fritam o cérebro. Não que meu cérebro se situe nas proximidades do bolso da calça, mas pense: se as ondas do celular fritam o cérebro, podem fritar outras partes importantes e sensíveis do corpo humano. Tirei o celular daquelas cercanias e o deixei deitado na mesa, longe de mim.

Quando dirijo também mantenho o celular à distância e no silencioso. Porque, se toca e o atendo, posso bater o carro. Ou levar uma multa de um dos atentos azuizinhos acampanados atrás das árvores.

Se vou entrar em um posto de gasolina, faço questão de desligar o celular. Vi, acho que no You Tube, o filme de um cara que foi atender ao celular em frente a uma bomba de combustível e o celular gerou uma faísca que fez explodir toda a gasolina armazenada no posto, o cara, o frentista e a quadra inteira. Jesus Cristo!

Mas o celular me deixa nervoso mesmo, mesmo é em aviões. Há 200 pessoas lá dentro, todas com seus celulares. O piloto avisa com insistência que não podemos ligá-los. Mas e se algum desses fominhas por celular, tipo o Potter, o Professor Juninho ou a Mariana Bertolucci, e se um deles estiver no voo e resolver ligar aquele troço? Sabe como eles são… Eles não resistem a um celular.

Aí as malditas ondas do celular vão embaralhar o computador de bordo e o avião vai cair. Comigo dentro! Que mantive o meu celular prudentemente desligado!

O Professor Juninho e a Mariana não estarão no voo para a África, agora segunda-feira, mas o Potter estará. Espero que tirem o celular do Potter no aeroporto.

Como é que eles deixam a gente andar com celular por aí? Celular é um troço perigosíssimo. É menos arriscado portar uma granada do que um celular. Isso é a tecnologia. Você pensa que vai facilitar, não facilita; dificulta. Assim a tal bola da Copa. A Jabulani. Toda tecnológica e, segundo os jogadores, sai
de revesgueio quando chutada.

Que saudade das velhas bolas de couro número 5. Que saudade do telefone de disco, que não fazia mal a ninguém.

 

 

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